Nada contra a castidade, sinceramente admiro quem consegue se manter casto por longos anos, ainda mais quando já experimentou o fruto proíbido. Eu acho extremamente complicado, porém, essa história de defender a castidade e domonizar a camisinha.
O título deste post foi retirado de uma comunidade no Orkut, frequentada basicamente por jovens católicos. Vou cair no maior clichê da humanidade mas não tem jeito: a não ser que @ menin@ tenha uma imensa força de vontade, ao começar a ficar, namorar ou sei lá o que, ele vai avançar o sinal (gente, parece até minha mãe falando!) e vai sentir MUITO TESÃO. E como diria um filósofo pós moderno que nas horas vagas me dava aula de Geografia: "Deus deu ao homem 2 cabeças mas não deu sangue suficiente pras duas funcionarem ao mesmo tempo.".
O que eu acho preocupante é que esses adolscentes vão entrar, querendo ou não, em contato com sexo, muitas vezes sem informação nenhuma, afinal camisinha é o demônio em estado de látex.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Complexo de Anastácia e Drizela
Outro dia no Formspring o Néfer me perguntou: "Chapeuzinho Vermelho, Cinderela ou Branca de Neve?". Pois é, depois de muito pensar, conclui: Anastácia e Drizela.Não, não sou má. Quer dizer, mais ou menos, mas não saio por ai humilhando as pessoas gratuitamente. Meu grande problema com as heroínas de contos de fadas em geral, e as da Disney em particular, é que eu sou totalmente fora dos padrões impostos e por isso não consigo me identificar.
Pra começar meu porte físico. Morena, olhos e cabelos castanhos, corpulenta (pra não dizer quase gorda), latina, 1.70 de altura, pé tamanho 39. Acho que sou totalmente os oposto das princesas lindas, louras,olhos azuis, magrinhas, pequenas, frágeis, de pés pequenos e delicadas.
Por falar em delicadeza, acho que não sou um poço disso. Adoro um palavrão, sou bem grossa as vezes, perco a paciência com facilidade e odeio gente boazinha. Ponto de novo pras irmãs más da Cinderela.
Nunca sonhei em arrumar um príncipe encantado pra resolver todos os meus problemas. Tá, nisso Anastácia e Drizela discordam de mim. Nesse quesito eu tô mais pra Bela da Bela e a Fera, afinal de contas foi ela que ajeitou a vida do peludo e ainda o transformou em príncipe bonitão.
Sem querer ser planfetária chata, já sendo, esse povo podia parar de colocar esses esteriótipos nas cabeças dessas meninas. Tá, tudo bem, até rolou um princesa negra na Disney (respingos da Era Obama, afinal de contas Sasha e Malia devem ter uma boazinha com quem se indentificar) mas ela virou sapa! Duas minorias. Ironias do destino!
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Maldição feminina
- Uma das minhas grandes manias é pesquisar sobre crimes famosos. Acho que isso se deve a minha imensa curiosidade mórbida. Já li quase tudo publicado na internet sobre Ângela Diniz, Daniela Perez, Irmãs Poni, etc, etc e etc.
- Belo Horizonte, quarta-feira 20 de janeiro de 2010. Uma cabelereira é assassinada com 9 tiros pelo ex-marido na frente das clientes e sendo tudo filmado por um circuito interno de TV (muito provavelmente colocado lá pra vigiá-lo). O caso ganha repercussão nacional com direito de bate-boca do Datena com a chefe da Delegacia de Mulheres de BH.
- Certa vez eu li uma estatística de que 85% das mulheres já foram agredidads de alguma forma (fisica, sexual ou verbalmente) pelo marido, companheiro ou namorado.
Simplesmente por causa do maldito ciúme e do desgraçado sentimento de posse aos quais nos todas estamos sujeitas. Milhares de mulheres morrem todos os dias pelo mundo afora porque seus homens acreditam que elas lhes pertencem e que somente por isso têm o direito de controlar suas vidas e de até matá-las.
Muheres são ciumentas? Sim. Possessivas? Com toda certeza. Mas nós temos um problema. Na seleção natural os machos, por serem caçadores, se tornaram maiores e mais fortes. Apenas o porte e o desastre fisico, sem nem entrar no mérito emocional, que uma surra masculina pode causar, amedrontam grande parte das mulheres que se submetem a esses homens que não honram o que têm no meio das pernas.
Pior nisso tudo é saber que por mais que sejam criadas leis para punir a violência contra a mulher, o machismo e a impunidade berram nesses casos. O tal marido da cabelereira já tinha sido denunciado por ela por OITO vezes sem que nenhuma providência tenha sido tomada pelo juiz. Deu no que deu. E agora, o judiciário mineiro vai ser acusado como cúmplice do assassinato?! Deveria.
Quando do julgamento do playboy Doca Street , que alegava legítima defesa da honra ao matar a namorada Ângela Diniz, o poeta Carlos Drummond de Andrade disse "Aquela moça continua sendo assassinada todos os dias e de diferentes maneiras". Todos os dias, milhares de moças são assassinadas de diferentes maneiras mas pelo mesmo motivo.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Semanários
Não adianta, depois de 7 períodos de curso eu já penso como historiadora. Durante as minhas intensas pesquisas inúteis no Google (pra mim a maior invensão da humanidade desde o anti-concepcional!) acabei descobrindo dois sites que eu já tinha ouvido falar mas sempre tive preguiça de entrar.
O primeiro e mais legal de todos que eu POR INCRÍVEL QUE PAREÇA RECOMENDO é o da Veja - http://veja.abril.com.br/acervodigital/home.aspx . Sim a revista é uma merda, de uma parcialidade podre, escrota e todos mais adjetivos pejorativos que existirem, vide o dossiê feito pelo Luis Nassif - http://luis.nassif.googlepages.com/acaradaveja .
Mas como todo e qualquer semanário ela é um retrato da mentalidade da época, sem trocadilhos. É tragi-cômico ver como a AIDS era vista em 1985, numa reportagem bem feita e bem escrita mas que não cita em momento algum a camisinha como forma de prevensão à doença. E isso não é por incompetência do jornalista ou um editor querendo criar pânico. É simplesmente porque, na época, não se tinha a menor certeza de que a camisa-de-vênus prevenia de fato o HIV (conhecido até então como HTVL-3).
Outra coisa bacana que o site preservou foram as propagandas. Empresas que não existem mais com Mesbla, Bamerindos e Transbrasil estão lá mostrando toda a sua força publicitária. Além disso, chama a atenção a quantidade de propagandas de cigarro.
Fica uma dica, só leia as reportagens até o início da década de 1990. Depois disso o que se vê é a boa e velha Veja que nós conhecemos. Dispensável!
O outro link que recomento fortemente é o do Memória Viva - http://www.memoriaviva.com.br/ocruzeiro/ - que digitalizou alguns (poucos) números da revista semanal O Cruzeiro.
Pra quem não conhece, a revista circulou entre 1928 até o final da década de 70 e foi fundada pelo Assis Chateaubriand que, como bem definiu o J.P. Furtado, foi o Cidadão Kane brasileiro. Além disso, ela foi dirigida durante quase 30 anos pelo David Nasser, um cara tão mau-caráter que foi uma das figuras mais interessantes da sua época (e que apanhou do Brizola no Aeroporto Santos Dumont).
Apesar de não ter tantos recursos como o site da Veja, o Memória Viva vale principalmente pelo resgate de um passado, pelo menos pra mim, tão longínquo. O destaque vai pras reportagens super sensacionalistas sobre o Crime do Sacopã e a matéria sobre a morte do João Pessoa inssulflando as massas a tomarem um atitude. Vale a pena.
O primeiro e mais legal de todos que eu POR INCRÍVEL QUE PAREÇA RECOMENDO é o da Veja - http://veja.abril.com.br/acervodigital/home.aspx . Sim a revista é uma merda, de uma parcialidade podre, escrota e todos mais adjetivos pejorativos que existirem, vide o dossiê feito pelo Luis Nassif - http://luis.nassif.googlepages.com/acaradaveja .
Mas como todo e qualquer semanário ela é um retrato da mentalidade da época, sem trocadilhos. É tragi-cômico ver como a AIDS era vista em 1985, numa reportagem bem feita e bem escrita mas que não cita em momento algum a camisinha como forma de prevensão à doença. E isso não é por incompetência do jornalista ou um editor querendo criar pânico. É simplesmente porque, na época, não se tinha a menor certeza de que a camisa-de-vênus prevenia de fato o HIV (conhecido até então como HTVL-3).
Outra coisa bacana que o site preservou foram as propagandas. Empresas que não existem mais com Mesbla, Bamerindos e Transbrasil estão lá mostrando toda a sua força publicitária. Além disso, chama a atenção a quantidade de propagandas de cigarro.
Fica uma dica, só leia as reportagens até o início da década de 1990. Depois disso o que se vê é a boa e velha Veja que nós conhecemos. Dispensável!
O outro link que recomento fortemente é o do Memória Viva - http://www.memoriaviva.com.br/ocruzeiro/ - que digitalizou alguns (poucos) números da revista semanal O Cruzeiro.
Pra quem não conhece, a revista circulou entre 1928 até o final da década de 70 e foi fundada pelo Assis Chateaubriand que, como bem definiu o J.P. Furtado, foi o Cidadão Kane brasileiro. Além disso, ela foi dirigida durante quase 30 anos pelo David Nasser, um cara tão mau-caráter que foi uma das figuras mais interessantes da sua época (e que apanhou do Brizola no Aeroporto Santos Dumont).
Apesar de não ter tantos recursos como o site da Veja, o Memória Viva vale principalmente pelo resgate de um passado, pelo menos pra mim, tão longínquo. O destaque vai pras reportagens super sensacionalistas sobre o Crime do Sacopã e a matéria sobre a morte do João Pessoa inssulflando as massas a tomarem um atitude. Vale a pena.
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